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Daniele Merli Gaino Psicóloga
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Inteligência emocional: o que é, por que é importante e como desenvolver?

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A inteligência emocional é uma habilidade fundamental para ajudar as pessoas a melhorarem suas vidas, pois consiste em conseguir autogerenciar as próprias emoções e comportamentos. 

Quando conseguimos controlar nossos sentimentos e impulsos, é possível dominar diversas sensações, tais como momentos de raiva, tristeza ou mesmo desânimo, refletindo positivamente em nosso desempenho pessoal e profissional.

Por isso, a capacidade de agir com inteligência emocional é importante para que os indivíduos possam conviver de forma harmônica. 

Continue a leitura para saber mais a respeito dessa habilidade e como desenvolvê-la!

O que é inteligência emocional?

A inteligência emocional consiste na capacidade de um indivíduo de compreender e lidar com suas próprias emoções ou com as de outras pessoas, fazendo com que o relacionamento consigo e com o próximo flua melhor e de forma natural.

Quando uma pessoa possui essa habilidade socioemocional, ela consegue passar pelos desafios da vida com mais sabedoria. Além disso, também consegue:

  • manter a calma em momentos de crise, sem reações exageradas ou em estado de pânico;
  • agir com base na razão, sem permitir que as emoções comandem suas escolhas;
  • construir relacionamentos mais fortes e saudáveis, além de prezar pela empatia.

Estas são algumas das principais características de um indivíduo emocionalmente saudável, que consegue gerenciar suas emoções e utilizá-las em benefício próprio.

Por que você deve desenvolvê-la? 

Como dito, a inteligência emocional é uma habilidade essencial para qualquer pessoa, sobretudo porque ela proporciona benefícios na esfera pessoal e profissional de quem a possui. 

Assim, veja a seguir algumas das principais vantagens de ser emocionalmente saudável:

Na vida pessoal

  • Capacidade de entender e gerenciar as próprias emoções;
  • Desenvolvimento do autocuidado;
  • Redução dos níveis de estresse e ansiedade;
  • Aumento da satisfação pessoal;
  • Auxílio para tomar decisões mais assertivas;
  • Reconhecimento de oportunidades e situações;
  • Diminuição de desentendimentos e desgastes nos relacionamentos. 

Na vida profissional

  • Há maior produtividade no desempenho das funções;
  • Ampliação da capacidade de liderança;
  • Desenvolvimento de boas relações no ambiente de trabalho e na equipe;
  • Menores chances de surgimento da Síndrome de Burnout;
  • Aumento da satisfação com o emprego;
  • Valorização profissional;
  • Discernimento para a resolução de problemas e situações estressantes.

Portanto, a inteligência emocional promove a melhora da saúde mental e, ao ser desenvolvida, proporciona benefícios para a vida pessoal e profissional.

Quais são os 5 pilares da inteligência emocional? 

O jornalista, psicólogo e escritor Daniel Goleman foi o responsável pela construção do conceito que dividiu a inteligência emocional em 5 pilares essenciais.

Esses pilares ajudam os indivíduos a evitar alguns tipos de reações, tais como as compulsões (em comida, jogos ou compras) e o estresse acumulado (colapsos nervosos e doenças psicossomáticas).

Abaixo, separamos cada um dos 5 pilares da inteligência emocional, os quais são primordiais para aprimorar essa habilidade:

1. Autoconhecimento emocional

Como o próprio nome indica, o autoconhecimento permite a identificação das emoções e sentimentos da própria pessoa, além de poder reconhecer a forma como os estímulos são recebidos.

Por meio do autoconhecimento, pode-se perceber características como as seguintes:

  • Quando e por que surgem determinadas oscilações de humor;
  • Quais são os gatilhos emocionais referentes a certas emoções;
  • Os motivos de comportamentos e ações;
  • A identificação de conflitos emocionais a serem resolvidos, entre outros.

A partir dessa consciência, conseguimos perceber o impacto das nossas emoções em nossas vidas e nas decisões que tomamos a partir delas. 

2. Controle das emoções

Ter conhecimento das próprias emoções é um passo muito importante para conseguir trabalhá-las, especialmente naqueles momentos em que há intensa pressão. Isso inclui manter a calma em cenários de raiva, tristeza ou mesmo para evitar ações impulsivas.

Para conquistar essa habilidade, você pode seguir alguns passos simples, mas eficazes, tais como:

  1. Escrever seus sentimentos a respeito de uma pessoa ou de um acontecimento;
  2. Após isso, anotar as prováveis atitudes que possam ser tomadas para resolver o problema;
  3. Repetir esse exercício frequentemente para ajudar na resolução dos seus conflitos.

Indivíduos que conseguem dominar ou controlar seus sentimentos e comportamentos conseguem se manter em compostura diante de circunstâncias estressantes e, ainda assim, optar por decisões racionais.

3. Automotivação

A habilidade da automotivação consiste em olharmos para o nosso interior, canalizar nossas emoções e, então, compreender aquilo que nos impulsiona a determinada atitude. Em geral, refere-se àquilo que nos leva a alcançar objetivos, mesmo diante de adversidades. 

Por meio da automotivação, pode-se crescer ou melhorar como pessoa, pois, quando controlamos as nossas emoções, o caminho em direção às metas e à mudança de comportamento fica mais saudável.

Acima de tudo, para desenvolver essa competência precisamos acreditar na transformação, um pilar essencial da inteligência emocional. Assim, é com a automotivação que conseguimos resistir diante dos desafios, mantendo o foco e a resiliência. 

4. Empatia

Reconhecer as emoções do próximo e colocar-se no lugar dele de forma sensível, respeitosa e acolhedora é agir com empatia, ainda que suas opiniões ou experiências sejam diferentes. 

Nesse sentido, a empatia vai além de respeitar os sentimentos alheios, ela é uma base para a construção de relações saudáveis e para que se possa estar inserido no contexto do outro, a fim de entender os fatos pela visão dele.

Para exercer essa habilidade, você pode fazer alguns questionamentos, como os que separamos abaixo:

  • Qual ou quais os motivos levam a pessoa a agir dessa maneira?
  • O que eu faria se isso estivesse acontecendo comigo?
  • Será que essa pessoa está enfrentando algum problema pessoal?

Quando nos colocamos na condição de outra pessoa, conseguimos nos conectar de forma mais intensa e lidar com mais respeito, o que fortalece os vínculos.

5. Habilidades sociais

As relações interpessoais requerem o uso de habilidades sociais, fator que colabora para aprimorar as interações e conexões nos relacionamentos. Importante lembrar que boas relações são necessárias para a vida pessoal e profissional. 

Desse modo, o controle das emoções envolve também a compreensão de como lidar com sentimentos e características diferentes, pois, apesar de sempre precisarmos uns dos outros, não somos iguais a ninguém. 

Vale dizer que as habilidades sociais podem ser desenvolvidas por qualquer pessoa, começando por alguns gestos simples:

  • Ouvir atentamente o que o outro fala e esperar o seu momento de fala;
  • Desculpar-se quando cometer algum erro;
  • Comunicar-se de forma clara, sincera e honesta;
  • Ajustar o tom de voz e comunicar–se de forma mais suave.

O cultivo de boas relações com o uso de habilidades sociais é uma das maneiras mais eficazes de tornar o ambiente ao seu redor mais saudável. 

Afinal, como desenvolver a sua inteligência emocional?

Para desenvolver a inteligência emocional, é preciso criar hábitos diários, pois em nossa rotina sempre há oportunidades de melhora e evolução, mesmo diante de situações desagradáveis. 

A seguir, listamos algumas sugestões práticas para o desenvolvimento da inteligência emocional no dia a dia:

1. Exercite a autorreflexão

Separe um período diário para refletir a respeito de suas emoções, comportamentos e aspectos de melhora. Esse deve ser um momento de se autoavaliar, buscando, assim, a autoconsciência emocional e a modificação dos padrões comportamentais.

2. Gerencie o estresse e a ansiedade

Aprenda a controlar suas emoções negativas, seja pela prática de atividades físicas, técnicas de relaxamento ou meditação. Com essas técnicas, o seu corpo e mente podem ficar mais calmos, reduzindo os níveis de estresse e ansiedade.

3. Fortaleça sua empatia

Se esforce para compreender a dor do outro, como se realmente estivesse na condição em que ele está. Pratique a escuta ativa e atente-se aos sinais. A empatia é um bom meio para que os relacionamentos sejam fortalecidos. 

4. Aprimore suas habilidades sociais

Comunicar-se bem, com respeito e clareza, expressar suas emoções ou opiniões de forma respeitosa, escutar com atenção e demonstrar interesse pelo que o outro está compartilhando são práticas que te ajudarão a melhorar as habilidades sociais.

5. Construa bons relacionamentos

As relações interpessoais são fundamentais para desenvolver a inteligência emocional, porque elas nos ajudam a construir relacionamentos saudáveis nos mais diversos ambientes, o que colabora para que sejamos pessoas melhores, para nós e para o próximo.

6. Faça psicoterapia

A psicoterapia também é uma técnica relevante para o desenvolvimento da inteligência emocional. Por meio dela os psicólogos podem orientá-lo(a), acompanhar o processo de autoconhecimento e indicar as ferramentas mais adequadas para o estímulo de novas habilidades.

Por isso, entre em contato com os profissionais da plataforma Psicólogo para conhecer outros benefícios da psicoterapia para a inteligência emocional e agende a sua consulta!

Fonte: www.psicologo.com.br

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